‘Nin Una Menos’: Milhares de pessoas participam de marcha contra feminicídio e violência de gênero

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BUENOS AIRES, 3 Jun (Reuters) – Milhares de pessoas marcharam contra o feminicídio e a violência de gênero na capital argentina, Buenos Aires, na tarde de sexta-feira, como parte de um movimento agora em seu sétimo ano chamado Ni Una Menos, ou “Nenhuma Mulher a Menos”.

A marcha foi realizada no centro da capital, culminando no Congresso Nacional, onde manifestantes acenderam velas em homenagem às vítimas de violência de gênero. Os manifestantes seguravam faixas com os dizeres “Queremos permanecer vivas”, enquanto outras exibiam fotografias de vítimas de feminicídio.

De acordo com o Gabinete da Mulher da Suprema Corte de Justiça da Argentina, no ano passado foi registrado em média um feminicídio a cada 35 horas no país, com 81% dos mortos classificados como vítimas de violência doméstica.

“Muitas mulheres que acabaram assassinadas fizeram (apresentaram queixas) à polícia e apresentaram queixas anteriores no Ministério (da Mulher). Ainda assim, acabaram assassinadas”, disse Marina Perez, uma trabalhadora ferroviária de 50 anos.

“Ainda não há uma resposta imediata para a violência”, acrescentou.

À noite, as luzes que iluminam o parlamento argentino se acenderam em rosa em solidariedade.

“O que acontece conosco aqui é que a justiça é lenta e patriarcal”, disse Alejandra Lume, uma argentina de 58 anos que carregava uma placa que dizia “Velhas também são mortas”.

“Apesar das muitas reclamações que fazem, muitas vezes as mulheres não são ouvidas, não são atendidas e, em geral, quem morre, morre depois de ter feito muitas reclamações”, disse Lume, cercado pelo som das mulheres cantando e pelo rufar dos tambores.

Fonte: Reuters | Foto: REUTERS/Mariana Nedelcu.

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